Estar de férias também é deixar o corpo perceber que as rotinas a que o tenho sujeito estão, também elas, de férias. Que lhe dou uma treguazinha. Que não precisa de começar cada manhã como se fossem duas da tarde.
No design, esta passagem é mais lenta. O trabalho cabe num portátil, os ficheiros estão sempre ali e qualquer alteração pode ser “só cinco minutos”.
O mundo anda cruel. A perda da vergonha da merda da maldade. O abuso já nem levanta a voz. Chega fora de tempo, escrito em linguagem administrativa que provavelmente passou por um LLM qualquer para me chegar aos olhos mais “doce”.
As férias custam-me.

